Concorrência predatória

Concorrência predatória

Por Antonio Calabria

A hotelaria brasileira está passando por uma situação não muito confortável em virtude da
baixa ocupação de seus estabelecimentos. Vários fatores são responsáveis por isso. Dentre
esses fatores excludentes de ocupação, podemos citar o crescimento muito grande de oferta,
com novos equipamentos surgidos com vistas à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de
2016. Esperava-se um grande fluxo de visitantes para esses eventos o que não ocorreu e com a
oferta superdimensionada que se sucedeu a consequência seria realmente a baixa ocupação ,
uma vez que a oferta quase dobrou e a demanda estacionou. Agora, para agravar ainda mais a
situação, surgiram as plataformas on line de reservas de imóveis para hospedagem no sistema
de temporada, concorrendo de forma desleal com os estabelecimentos existentes que têm
altos custos de promoção , mão de obra, manutenção, reposição e, mais importante ainda, os
altos impostos pagos numa cadeia que só conhece quem procura empreender no Brasil. E
essas plataformas e aplicativos, na sua maioria sediados no exterior nada recolhem de
imposto, concorrendo de forma desleal com os meios de hospedagem aqui legalmente
estabelecidos e grande recolhedores de impostos. E o fator imposto é apenas um dos
inúmeros problemas existentes nesse sistema, sem contar principalmente a segurança de
quem vive nas vizinhanças dos imóveis locados dessa maneira. Os hóspedes que procuram
esses alugueis de temporada pouco ou quase nada se identificam, ocupando sem um mínimo
requisito de segurança casas, apartamentos e moradias não destinados a priori ao turismo,
em locais despreparados para esse mister. Em boa hora, as instituições que representam a
hotelaria nacional se levantam contra isso e, num primeiro momento, exigem do Poder
Público no mínimo a isenção dos agravantes impostos que encarecem seu produto,
encarecimento desconhecido pelos concorrentes ilegais. A ABIH – Associação Brasileira da
Indústria de Hoteis acaba de ingressar no STF com uma ADI para também obter a isenção dos
mesmos impostos que não são cobrados às plataformas digitais. Nada mais justo para
compensar uma das mais importantes indústrias do nosso país e protegê-la da concorrência
predatória oriunda de outros países e que nenhum benefício traz à economia brasileira.

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Enxada Neles

O jargão “Enxada Neles” foi criado por Ademir Santos, apresentador da TV Alterosa/SBT – Sul e Sudoeste de Minas Gerais, idealizador do Portal Enxada Neles. Ademir começou a usar esse jargão na TV como uma forma de desabafo diante das injustiças sociais que apresenta diariamente. A “enxada” representa o valor do trabalho sério e árduo de uma pessoa na busca de suas conquistas, pelo seu esforço e honestidade.Desta forma, de um modo geral e simbólico, é um símbolo do trabalho. A frase caiu no gosto popular e virou a “marca registrada” de Ademir Santos. No Portal Enxada Neles você ficará sempre bem informado sobre as principais notícias do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, além do Brasil e do Mundo. Enxada Neles é o seu novo portal de notícias na internet!

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