Mobilização social potencializa ações de enfrentamento ao Aedes aegypti no Triângulo

Mobilização social potencializa ações de enfrentamento ao Aedes aegypti no Triângulo

Iniciativas promovem o envolvimento de crianças, adolescentes e moradores dos municípios da região no combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya

Moradores do Triângulo Mineiro estão conscientes da importância do envolvimento de todos no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.  Ações como mutirões de limpeza, oficinas de reciclagem e palestras em escolas têm sido estimuladas pelo Núcleo Regional de Mobilização Social, junto a seus municípios jurisdicionados.

“É extremamente importante envolvermos toda a sociedade, de forma a despertar a consciência de que todo cidadão e toda cidadã é responsável pela promoção da sua própria saúde e também pela saúde coletiva, ao adotar os hábitos preventivos”, ressalta o coordenador do Núcleo de Mobilização Social da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Joney Fonseca Vieira.

No município de Ibiá, a comunidade se uniu contra o mosquito. Em parceria com a Superintendência Regional de Saúde de Uberaba, o Núcleo Municipal de Mobilização Social de Ibiá tem envolvido a população no combate ao mosquito. Assim, a supervisora de zoonoses Ângela Gonçalves idealizou um mutirão coletivo com os moradores. “Começamos convidando os alunos e seus pais, e depois fomos atrás de parcerias com os comerciantes da cidade. Conseguimos quinze caminhões para a coleta de material e mais de cem voluntários”, conta.

Durante o mutirão, todos os bairros da cidade foram visitados, e 55 caminhões foram totalmente carregados com materiais que poderiam se tornar criadouros para o Aedes aegypti.

Entre os voluntários estava o empresário Wander Adriani de Souza, o Alan do Guincho, de 44 anos. Além de ceder dois caminhões para o mutirão, ele mobilizou os amigos. “Minha esposa teve dengue e minha filha também, duas vezes. Acho que todo mundo deve agir e parar de esperar que o governo sozinho resolva”, afirma.

O morador de Ibiá foi além, e, ao observar o acúmulo de lixo nos lotes abandonados em frente à sua casa, resolveu comprar uma roçadeira e fazer a limpeza dos terrenos. “Tinha muito mato e o pessoal usava como um bota fora, jogando lixo. Limpei tudo e plantei manga, goiaba, jabuticaba, jatobá. Fiz também um jardim”, relata.

Check list contra a dengue

Enquanto isso, nas onze escolas públicas da cidade, os alunos têm três meses para realizar a checagem semanal proposta no material de campanha “10 minutos contra a dengue”, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, em suas casas. Entre os meses de março e maio, os estudantes precisam checar, uma vez por semana, possíveis locais em que o mosquito Aedes aegypti pode se reproduzir, e erradicá-los.

Ao final do período, os agentes de saúde irão até as casas dos estudantes. “Quem estiver com todos os itens propostos pelo material em dia, isto é, sem água parada e sem focos do mosquito, ganhará um selo de qualidade, que será afixado na porta da casa”, destaca a supervisora de zoonoses Ângela Gonçalves.

A ideia é que o selo incentive os vizinhos a realizarem a checagem constantemente, criando uma espécie de rede na cidade. E quem não ganhar na primeira visita pode tentar outra vez, até ganhar o selo.

Mobilização nas escolas

No Núcleo Municipal de Mobilização Social de Sacramento, o mobilizador Social Bérgson Evangelista dos Santos realiza trabalho nas escolas, também com apoio da SRS/Uberaba. O projeto “Escola na corrida contra a dengue” promove uma gincana entre as crianças e adolescentes em dois colégios da cidade.

Os alunos participaram de um concurso de desenhos, com o tema “Como se prevenir contra a dengue?” e também de um concurso de redação, com a temática “Vamos acabar com a dengue?”.

A última fase do projeto envolve a arrecadação de materiais que podem ser criadouros do mosquito. “Os alunos tiveram duas semanas para recolher garrafas pet, sacolas, latinhas, entre outros. Para isso, eles visitam casa a casa, acompanhados dos professores, que foram capacitados pelos agentes de saúde para orientar os moradores”, explica Bérgson.

Somente na primeira escola onde o projeto foi implantado, foram recolhidos 450 quilos de material reciclável. O dinheiro obtido com a venda das embalagens foi utilizado para a compra de materiais de limpeza, doados para a Santa Casa de Misericórdia da cidade.

A aluna Rhayla Caroline Messias, de 12 anos, ganhou o concurso de redação na Escola Municipal Doutor João Cordeiro e adorou o projeto. “Aprendi muita coisa. Por exemplo, não sabia que o mosquito transmitia outras doenças além da dengue. Acho que é melhor prevenir do que remediar, porque a pior coisa que tem no mundo é ficar doente”, afirma.

Bérgson agora planeja levar o projeto para todas as escolas de Sacramento. “Estamos formando cidadãos conscientes de suas responsabilidades com seu bairro e sua cidade”, diz.

Oficinas de reciclagem

Na cidade de Araxá, o palhaço Figurinha faz sucesso entre a criançada. E quem dá vida ao personagem é agente em endemias Leãodinor Cândido Borges, de 63 anos, que utiliza a magia do circo para levar informações importantes sobre o combate à dengue para as crianças.

Na Escolinha Itinerante do Palhaço Figurinha, que funciona em sua casa, ele montou o que chama de brinquedolândia ecológica, onde transforma materiais recicláveis em brinquedos pedagógicos e educativos. Os carrinhos e bonecos são doados aos estudantes nas escolas onde Leãodinor realiza palestras e também dá oficinas, ensinando a produzir os brinquedos ecológicos com garrafas pet, embalagens, latinhas, entre outros.

A educadora em saúde de Araxá, Edna Alves, conta que o Núcleo Municipal de Mobilização Social realiza um trabalho nas escolas do município, que têm um mês cada para arrecadar materiais que podem ser criadouros para o mosquito. Se o colégio alcança a meta, a criança que mais recolheu embalagens é premiada. “Durante este período, além da arrecadação dos materiais, damos palestras e o palhaço Figurinha faz as oficinas de reciclagem, monta catavento, trem da alegria, carrinhos, bonecos e outros. Já fizemos o trabalho em quinze escolas de Araxá”, relata.

“Se envolvemos as crianças em um trabalho como este, elas chegam em casa e incentivam os pais, e nosso objetivo principal é fazer a informação chegar nos lares. A educação começa na escola”, finaliza Edna.

Foto: Divulgação/SES-MG

Fonte: Agência Minas

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Enxada Neles

O jargão “Enxada Neles” foi criado por Ademir Santos, apresentador da TV Alterosa/SBT – Sul e Sudoeste de Minas Gerais, idealizador do Portal Enxada Neles. Ademir começou a usar esse jargão na TV como uma forma de desabafo diante das injustiças sociais que apresenta diariamente. A “enxada” representa o valor do trabalho sério e árduo de uma pessoa na busca de suas conquistas, pelo seu esforço e honestidade.Desta forma, de um modo geral e simbólico, é um símbolo do trabalho. A frase caiu no gosto popular e virou a “marca registrada” de Ademir Santos. No Portal Enxada Neles você ficará sempre bem informado sobre as principais notícias do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, além do Brasil e do Mundo. Enxada Neles é o seu novo portal de notícias na internet!

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