Os sinos estão dobrando, os sinos dobram por Temer

Os sinos estão dobrando, os sinos dobram por Temer

Antonio Calabria

Cedo esse espaço hoje ao jornalista Helio Fernandes, um dos mais lúcidos do Brasil nos últimos 75 anos e que do alto de seus 96 anos de idade continua a ser um observador sagaz e crítico de nossa realidade.

 

OS SINOS ESTÃO DOBRANDO, OS SINOS DOBRAM POR TEMER

Helio Fernandes

Com 5% de popularidade, ele mergulha o país em desesperança, sabendo muito bem que essa palavra é o contrario de esperança. Os outros 95% nem sabem o que fazer. Recentemente , o IBGE confirmou: 13 milhões e 300 mil brasileiros. E deixa implícito e explicito que o numero é muito maior, pois outra multidão de desempregados, já não procura mais, convencido da inutilidade de alcançar algum resultado.

E o desemprego é a maior crueldade do capitalismo. Crueldade e selvageria. E uma das reformas mais impiedosamente defendidas por Temer, precisamente a Trabalhista. A que submete o trabalhador ao domínio absoluto e absurdo do patrão. De forma jamais vista desde 1932. Quando foi criado o Ministério do Trabalho. Um dos últimos países a criá-lo até mesmo na America do Sul.

Ha 15 meses os sinos dobram ruidosamente, atormentando o governo e a vida pessoal de Temer. Duas coisas que ele pretende manter indissolúveis, contra a vontade do país inteiro. Sua primeira bandeira de realização, hasteada assim que chegou ao poder, vitoriosa a conspiração parlamentar: a Reforma da Previdência.

Foi sua prioridade total, seu assunto único, defendido ardorosamente e repudiado pela comunidade, praticamente sem exceção. Mentiu sem constrangimento, “a Reforma da Previdência é a salvação do Brasil”. E concluía sem limite ou consideração: “Sem essa nova Previdência, dentro de 10 ou 15 anos, ninguém aposentado receberá coisa alguma”.

Vem praticando esse terrorismo inócuo e inútil, ha mais de 15 meses. Alem de não avançar o mínimo que seja, retrocedeu miserável e covardemente. A Previdência não consegue ser votada de jeito algum, apesar das deturpações exigidas e concedidas. A Previdência escrita pelos auxiliares de Temer é hoje um pedaço de papel rasgado, sem razão de ser aprovado. E apesar de todas as concessões, ele e Maia, ficam perdendo tempo, esperando a grande oportunidade de colocá-la em pauta, com chance de vitoria.

Demolida por todos que escreveram com independência, essa reforma da Previdência tem e terá o mesmo destino das votações com quórun qualificado. Não obterá o mínimo de 308 votos por CONVICÇÃO, mas poderá chegar a 400 por COOPTAÇÃO. Mas os dois totais, cada vez mais distantes. E o que acontece nos capítulos citados, se repete nos seus 15 meses de governo, amaldiçoados e apedrejados.

Enquanto os sinos dobram, Temer não percebe que seu governo não teve início, está no meio do nada, mas ele só tem uma obsessão: chegar ao que ele imagina como fim, que estabelece para 2018. Ora, se ele foi feliz na tomada do poder através de uma conspiração parlamentar, não tem a menor chance de chegar a 2018, que no seu calendário eventual, está a uma distância colossal do calendário verdadeiro. Traduzindo: faltam pouco mais de 12 meses para atingirmos 2018. Mesmo que o calendário fosse multiplicado por 10, Temer não teria a menor chance de chegar ao ponto que ele considera como um fim maravilhoso.

Tudo nesses 15 meses de Temer no Planalto, não passa de contradição. Não conseguiu aprovar nada verdadeiramente indispensável ou necessário. Se refugia em inverdades ou crimes de lesa pátria, como essas inacreditáveis 57 doações que ele insiste em chamar de privatizações. Foi por causa delas, que ele teve que ir apressadamente a China.

Entre essas doações, a mais criminosa de todas, a decisão absurda, sem debates, e sem consultas, da doação da Amazônia. Tão ruinosa e impatriótica, que já foi recusada pela justiça. Ele pode estar negociando com a China, uma propriedade deturpada por ele, e que a justiça já determinou que tem que ficar como estava. E assim, se passaram os 15 meses do seu suposto governo, a se passarão igualmente por quanto tempo ele ficar no poder.

Qualquer dúvida, leiam, reflitam e considerem o que está no título desta matéria.

 

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