Presos na Lava Jato fazem exame de corpo de delito em Curitiba

Presos na Lava Jato fazem exame de corpo de delito em Curitiba

Os sete presos na 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X, fizeram neste sábado (24) exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, em Curitiba, segundo informações da Polícia Federal (PF). O exame, que é um procedimento de praxe, teve início por volta das 10h. Cerca de uma hora depois, eles foram reencaminhados à carceragem da polícia, onde estão detidos.

A prisão de Julio César Oliveira Silva, Ruben Costa Val, Luiz Eduardo Neto Tachard, Danilo Baptista, Francisco Corrales Kindelan, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro e Luiz Claudio Machado Ribeiro é temporária e vence na segunda-feira (26). A prisão temporária pode ser prorrogada.

Antes de serem liberados, caso não haja prorrogação, Luiz Cláudio Machado Ribeiro, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro e Ruben Costa Val ainda prestarão depoimento. Os demais, de acordo com a PF, prestaram depoimento ontem (23).

Arquivo X

A 34ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada na quinta-feira (22). Nesta fase, são investigados fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P-70) para a exploração de petróleo na camada pré-sal.

“Utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto”, diz a nota da PF.

O juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega junto com outras ordens de busca e apreensão. No entanto, no mesmo dia, ele mandou soltar Mantega, que acompanhava a esposa nos preparativos de uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Moro entendeu que o ex-ministro não atrapalharia a coleta de provas.

O nome  Arquivo X dado à operação é uma referência ao grupo empresarial de Eike Batista, que é investigado e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do conglomerado empresarial.

Agência Brasil

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